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Se calhar não vale a pena baixar impostos

por Alda Telles, em 31.10.10


 


Este é um dos eternos dramas dos governos: quando baixam impostos, ninguém o sente (até porque na maioria das vezes as empresas não reflectem essa baixa nos preços ao consumidor); quando aumentam, baixam nas sondagens.


 


No caso da administração Obama, o caso é mais grave: baixou as taxas sobre os rendimentos da classe média, está a recuperar o investimento que fez para salvar os bancos nacionais e tem a economia a crescer há quatro trimestres.


 


E no entanto, uma recente sondagem da Bloomberg revela que, em véspera das mid-term elections, a maioria dos eleitores americanos acha que os impostos subiram, que os biliões injectados nos bancos nunca serão recuperados e que a economia está em contracção.


 


Mais grave, larga maioria da população de rendimento médio, a mais beneficiada pela redução das taxas e aumento das deduções fiscais (com alívios fiscais na ordem dos 400 dólares anuais por pessoa) não reconhece estas medidas. Até 43 por cento dos que votaram nos democratas têm esta percepção errada.


 


A culpa parece ser, como sempre, da comunicação. "It does not matter much if you make change, if you do not communicate change", diz uma analista que realizou o estudo.


 


Na realidade, em clima de crispação social e política, e em ambiente de luta eleitoral, é muito difícil combater ideias negativas. Por muito que se explique, as pessoas só ouvem aquilo que querem ouvir. Por isso, no que aos impostos respeita, mais vale fazer aumentos mais substanciais de uma vez do que proceder a sucessivos pequenos aumentos pontuais. É a triste vida da política.

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