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Zandingas dos media

por Alda Telles, em 23.12.10

 


Num único post, as previsões dos nossos gurus dos media para o sector em 2011. A visão de António Granado, Paulo Querido, Alexandre Pais, Rodrigo Saraiva, Paul Bradshaw, Mark Luckie e dupla representação aqui do Lugares Comuns.


Ideia, recolha e edição de António Quintas e Alexandre Gamela, e acolhimento aqui, no The Extraordinary Life of Steed.

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Banco da Esperança?

por Alda Telles, em 22.12.10


 


Alguém reparou nesta informação de um leitor do Diário de Notícias de ontem? Será verdade? É que, a ser, iria ao encontro daquilo que tenho debatido en petit comité entre amigos e no Twitter: está na altura de termos na presidência uma figura da sociedade civil que seja credível e independente, que tenha provas dadas na sua capacidade de mover os portugueses, de lançar e gerir grandes empreendimentos e, porque não, que seja uma mulher. Há muito tempo que Isabel Jonet, que descobriu a pobreza há vários mandatos presidenciais, era a minha primeira escolha. E depois a Leonor Beleza.


É pena que tenhamos deixado escapar esta oportunidade. São mais cinco anos.

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Talentos transaccionáveis

por Alda Telles, em 22.12.10

 


Na nossa eterna batalha pelas exportações, vemos sucessivos governos reunirem com as "grandes exportadoras" de "bens transaccionáveis". Entretanto, o mundo, incluindo o nosso, vai mudando, e os serviços já representam quase 30 por cento das nossas exportações.


Entre outros, serviços de comunicação. A já famosa Excentric parece ter aberto caminho nos Estados Unidos, graças à versão internacional do "Natal Digital", reportada na CNN e no Huffington Post, segundo se conta aqui.


É pelo pequeno grande mundo da web, sem apoios do estado, que cada vez mais empresas vão fazendo o seu caminho da internacionalização.(Lembro-me de outro caso semelhante, o da Cardmobili, uma start-up tecnológica, que iniciou contactos no mercado norte-americano através de um filme no youtube. Penso que li na Exame).


 


Como sei que já viu a versão portuguesa, aqui fica a abençoada versão internacional da "Digital Story of the Nativity", que já ultrapassou os 3 milhões de visualizações no YouTube:


 


 










 

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É natal, ninguém levou a mal

por Alda Telles, em 22.12.10

 



 


A altura não podia ter sido pior para o Economist nos pôr a discutir Public Relations. O tempo resume-se a um countdown e temos um concorrente de peso, o influente pai natal. Valha-nos pensar que vamos ter matéria para o habitualmente estranho mês de Janeiro.


 


O artigo, "Rise of the image men", que é suposto fazer um retrato histórico e o state of the art da profissão, suscitou já alguns comentários e pensamentos na PR blogoesfera - resumidos neste post do LPM.


 


O meu primeiro comentário vai cingir-se às imagens que ilustram o artigo (nem vou sequer comentar o título). De uma penada, com as três ilustrações, o Economist deu a sua opinião sobre a profissão de Public Relations. Alguém disse que uma imagem vale mais que mil spins? Se não disse, digo eu.


 


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A marca Solis

por Alda Telles, em 20.12.10

 


Brian Solis esteve pela primeira vez em Lisboa como orador no Upload Pro. Reconhecido como um dos mais importantes gurus dos New Media e líder de uma consultora em estratégia de Silicon Valley, Solis é ele próprio uma marca da web social:


 


- Tem um profícuo blog, com posts replicados milhares de vezes no Twitter e no Facebook


- Tem um canal no YouTube, a Brian Solis TV


- Tem apps para iphone e android que permitem descarregar o seu mais recente livro, "Engage"


- Tem uma página no Facebook com mais de 10 mil amigos e um perfil no Twitter com cerca de 75 mil seguidores.


 


Com uma actividade impressionante, entre palestras e consultoria, produz conteúdos novos todas as semanas, entre análises, estudos, entrevistas e filmes. E foi claro no seu posicionamento: os consultores de New Media competem com os consultores de gestão: "I'm competing with McKinsey".


 


A palestra em Lisboa, que tive o privilégio de moderar, foi um "overview" do seu livro, que aborda as regras do Engagement como factor de sucesso na socialização das marcas. Os seus temas chave são a convergência dos media e a influência, tema tão caro às Relações Públicas. Um conceito em permanente evolução à medida que a revolução nos media sociais prossegue. Um autor fundamental.


 


(Foto de João M Nogueira)


 


 


O Brian por trás do Solis


 


Brian Solis, contrariamente às minhas expectativas, não tem tiques de vedeta. Pelo contrário, exibe uma quase modéstia, chegando a confessar a angústia inevitável antes de cada performance pública.


No seu segundo dia em Lisboa, já era admirador do nosso "vino tinto" e comeu sushi alentejano (makis de bacalhau com grelos e sashimi de farinheira, qualquer coisa por aí) como se nunca tivesse comido outra coisa.


Cordato e conversador, é contudo cioso do seu tempo: definiu 20 minutos para o almoço, tinha de ir escrever um post a seguir. Na realidade, deixou-se contagiar pelo espírito luso e acabou por ficar uns bons 45 minutos à mesa.


Ao falarmos dos "amigos" que fazemos por esse mundo fora através das redes sociais, Brian diz que acredita no poder da web social para mudar, a prazo, a política internacional. As pessoas deixam de encarar as outras nações como lugares distantes, antes são lugares onde vivem pessoas com quem conversamos todos os dias. Isto deve ser especialmente relevante para um americano.

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Linhas paralelas só se encontram no infinito

por Alda Telles, em 19.12.10


 


And those who were seen dancing were thought to be insane by those who could not hear the music.


(Friedrich Nietzche)

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Lugares há...mas são verdes

por Alda Telles, em 17.12.10


 


Quem vive no eixo São Bento-São Caetano conhece o pesadelo para estacionar. As ruas estão pejadas de carros velhos de stands ao ar livre, carros abandonados, motos da Trafaria, e diversa fauna automóvel não residente.


Agora a Rua Borges Carneiro acaba de retirar-nos mais quatro lugares de estacionamento que ficam reservados ao partido ecológico os Verdes, que tem dois deputados. E eu que pensava que eles andavam de bicicleta, afinal têm dois carros cada um.


Mas, pelo tom da mensagem, são mesmo arreigados aos seus lugares. Valha o papel que é reciclado. E reciclável. Já foi para o papelão.

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Casual Friday da Diáspora

por Alda Telles, em 17.12.10

 



 


Nunca estaremos suficientemente agradecidos a Mark Zuckerberg, tão justamente eleito Time Person of the Year.


O Facebook dá todos os dias novos mundos ao mundo. Às vezes, dá-nos mesmo o universo.


Gerson Gomes, de 24 anos, foi eleito o Mister Facebook Universo 2010, num concurso que envolveu 93 países. Gerson, luso-cabo-verdiano, concorria contra Pedro Serdoura, de Portugal, Ion Mardore, da Moldava, Francisco Dominguez C., de Espanha, e Christos Christodoulides, do Chipre.


Para saber mais sobre este magnífico exemplar da diáspora, quiçá tornar-se seu amigo, é ir a qui.

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Socialize com moderação

por Alda Telles, em 16.12.10

 


 










 


 


 


Não deixa de ser irónico este "produto" para testar a nossa sobriedade na web social, quando, segundo reza a biografia não autorizada da Time Person of the Year no filme "Social Network", o Facebook começou precisamente numa noite de bebedeira.


 


Este foi um dos estimulantes filmes partilhados por Eurico Nobre, da OgilvyOne, no Upload Lisboa Pro. Uma das metáforas do Eurico para a nossa (marcas) presença na web social foi a de pensarmos como nos devemos comportar quando chegamos a uma festa. Quando entramos, devemos ouvir primeiro quem lá está antes de falarmos, perceber qual é o tema e o espírito antes de impormos o nosso. Depois, evitar bebedeiras prematuras, porque não se deve falar demasiado quando os outros ainda estão sóbrios. Gostei.

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A propósito deste oportuno post de Martins Lampreia, que nos explica a recente "crise do açúcar", a memória deu um salto até ao Concurso de Beleza de Keynes.*


 


O teorema de Thomas é de 1928, o conceito de Keynes é de 1936, mas continuam a explicar o estranho andamento do mundo porque, na sua essência, a psicologia e o comportamento humano são estáveis há milhares de anos.


 


Por mais que os modelos teóricos procurem fazer da economia uma ciência exacta, as crenças, percepções e atitudes irracionais dos agentes económicos estão sempre a pregar partidas ao que o comum dos mortais chamaria de bom senso e ao que os economistas chamam de mercado eficiente. Não admira pois que a maioria se questione sobre fenómenos aparentemente incompreensíveis como rupturas de mercado, ataques a moedas ou colapsos da bolsa.


 


Por isso a economia é tão frustrante e as Marketing Communications tão apaixonantes.


 


 


*Para além do link para a Wikipédia, um digest para os preguiçosos: Keynes imagina um concurso de beleza lançado por um jornal, que seleccionou algumas mulheres bonitas. Os leitores que votarem concorrem a um prémio. Mas apenas os que votarem na jovem vencedora ganham o prémio. Para ganhar o prémio, os leitores não vão votar com sinceridade na mulher que acham mais bonita, mas vão votar naquela em que provavelmente os outros também vão votar (seguindo os cânones de beleza ou a celebridade da altura). Desnecessário será dizer que a votação será enviezada. Keynes faz um paralelo deste comportamento com o mercado bolsista. Os investidores são supostamente racionais, e portanto deveriam investir em títulos de empresas com bons resultados. Na realidade, compram aquelas que acham que os outros também vão comprar. É assim que Keynes desmonta a teoria do mercado eficiente.

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