Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


This is the most humble day of my career

por Alda Telles, em 19.07.11

A declaração final de Murdoch na comissão de inquérito parlamentar, de que destaco três palavras-chave: humble, sorry, grateful.


 



"Mr. Chairman. Select Committee Members:




"With your permission, I would like to read a short statement.


"My son and I have come here with great respect for all of you, for Parliament and for the people of Britain whom you represent.


"This is the most humble day of my career.


"After all that has happened, I know we need to be here today.


"Before going further, James and I would like to say how sorry we are for what has happened especially with regard to listening to the voicemail of victims of crime.


"My company has 52,000 employees. I have led it for 57 years and I have made my share of mistakes. I have lived in many countries, employed thousands of honest and hardworking journalists, owned nearly 200 newspapers and followed countless stories about people and families around the world.


"At no time do I remember being as sickened as when I heard what the Dowler family had to endure nor do I recall being as angry as when I was told that the News of the World could have compounded their distress. I want to thank the Dowlers for graciously giving me the opportunity to apologize in person.


"I would like all the victims of phone hacking to know how completely and deeply sorry I am. Apologizing cannot take back what has happened. Still, I want them to know the depth of my regret for the horrible invasions into their lives.


"I fully understand their ire. And I intend to work tirelessly to merit their forgiveness.


"I understand our responsibility to cooperate with today's session as well as with future inquiries. We will respond to your questions to the best of our ability and follow up if we are not capable of answering anything today. Please remember that some facts and information are still being uncovered.


"We now know that things went badly wrong at the News of the World. For a newspaper that held others to account, it failed when it came to itself. The behavior that occurred went against everything that I stand for. It not only betrayed our readers and me, but also the many thousands of magnificent professionals in our other divisions around the world.


"So, let me be clear in saying: invading people's privacy by listening to their voicemail is wrong. Paying police officers for information is wrong. They are inconsistent with our codes of conduct and neither has any place in any part of the company I run.


"But saying sorry is not enough. Things must be put right. No excuses. This is why News International is cooperating fully with the police whose job it is to see that justice is done. It is our duty not to prejudice the outcome of the legal process. I am sure the committee will understand this.


"I wish we had managed to see and fully solve these problems earlier. When two men were sent to prison in 2007, I thought this matter had been settled. The police ended their investigations and I was told that News International conducted an internal review. I am confident that when James later rejoined News Corporation he thought the case was closed too. These are subjects you will no doubt wish to explore today.


"This country has given me, our companies and our employees many opportunities. I am grateful for them. I hope our contribution to Britain will one day also be recognized.


"Above all, I hope that, through the process that is beginning with your questions today, we will come to understand the wrongs of the past, prevent them from happening again and, in the years ahead, restore the nation's trust in our company and in all British journalism.

Autoria e outros dados (tags, etc)

The Big Four *

por Alda Telles, em 19.07.11

 À medida que se desenrola o Murdochgate, ou Hackgate, vão surgindo os protagonistas da comunicação. Para já, identifico estes principais quatro magníficos, por ordem de entrada em cena.


 



Simon Greenberg, director de Corporate Affairs da News International. Recém-chegado ao império Murdoch (entrou em Janeiro deste ano), é o primeiro vice-presidente com o pelouro exclusivo da comunicação. Teve o azar de ser o primeiro porta-voz da crise do News of the World e até agora as suas prestações têm sido muito fracas, para não dizer catrastróficas. Das suas aparições mediáticas, disse Alastair Campbell, antigo spin doctor de Blair, que foram "a series of car-crash interviews". Antes, tinha sido director de comunicação do Chelsea e mais recentemente, coordenador da candidatura perdedora da Inglaterra ao Mundial 2018.


 



Robert Phillips, CEO da Edelman EMEA, sediado em Londres. A maior agência de Public Relations do mundo foi contratada para acorrer ao desastre de relações públicas que o grupo não estava a conseguir gerir. Embora estivesse a prestar aconselhamento ad hoc ainda antes do escândalo rebentar, foi formalmente contratada a semana passada. São grandes as expectativas no sector quanto à capacidade da agência em estancar o sangue que corre nesta história. Se uma das primeiras medidas propostas pela Edelman foi a demissão de Rebekah Brooks, que deixou de ser o focal point da crise mediática, então foi um primeiro bom conselho da agência.


 


 



Matthew Freud, fundador da agência Freud Communications e genro de Rupert Murdoch. Já aqui foi referido como um dos grandes perdedores neste escândalo. Apesar (eu diria que et pour cause) das relações de parentesco com Murdoch, a agência negou qualquer envolvimento ou aconselhamento. Uma posição muito incómoda.


 


 



 Dick Fedorcio, director de comunicação da polícia de Londres. Um novo personagem que vem dar um cherinho de dark side  a   este thriller mediático. É tido como um elemento-chave para a comissão parlamentar de inquérito sobre as ligações entre a Scotland Yard e a News International. Este artigo do Guardian lança muitas suspeitas e especulações sobre ligações preferenciais com o News of the World, mas, para já, não há factos realmente comprometedores contra Fedorcio. O que é certo, é que boa parte da equipa da sua direcção de public affairs é constituída por ex-jornalistas do News of the World.


 


* Título de um livro de Agatha Christie curiosamente traduzido em Portugal para "As Quatro Potências do Mal"

Autoria e outros dados (tags, etc)

It's all about perceptions

por Alda Telles, em 18.07.11


 


 


Paulo Portas defendeu hoje que, "neste momento" que o país atravessa, a primeira preocupação do ministro dos Negócios Estrangeiros deve ser "melhorar a percepção de Portugal no exterior".


 


Não deixa, neste contexto, de ser necessária uma fina análise e subtileza de espírito para perceber que o traje de cores claras, de matriz colonial, tão destoante do dress code euro-cinzento, representa uma atitude do ministro perante Bruxelas e não um erro de imagem.


De nada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Copa América: Criatividade precisa-se!

por Alda Telles, em 18.07.11


 


Como bem nota aqui Alejandro Formanchuk, a imaginação não tem sido o forte dos criadores dos últimos logotipos da Copa América. "Pelotita y banderita" e não saímos daqui. Se nos lembrarmos da imagem gráfica do Euro 2004, por exemplo, aqui está mais uma oportunidade para aumentarmos as exportações de bens não transaccionáveis.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Diário de Lisboa

por Alda Telles, em 18.07.11


 


Para quem gosta de Lisboa, de pessoas e de fotografia, não necessariamente por esta ordem, este blog é imperdível.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hackgate- The Movie

por Alda Telles, em 17.07.11

Let's look at the trailer:


 



 

(via @Tabacaria)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dúvida colossal

por Alda Telles, em 13.07.11


Se bem entendi, a alegada referência do primeiro ministro a um "desvio colossal em relação às metas estabelecidas" foi transmitida "aos membros do conselho nacional e longe dos jornalistas". Contudo, "um dos elementos presentes na reunião do Conselho Nacional do PSD" terá reportado este desabafo aos jornalistas. Como se nota aqui, a citação foi repetida em todos os media, de forma igual. Não sei se o primeiro comunicado partiu da Lusa, mas a agência nacional de notícias fez uma peça em que cita o tal de "um dos elementos presentes na reunião do Conselho Nacional do PSD".


O tom brutal da expressão, desvio colossal, concentrou todas as atenções na mensagem. Tal a sua força, que aparentemente nenhum meio questionou a credibilidade ou veracidade do mensageiro.


E veio-me à memória o caso recente do assessor que não teve credibilidade para uma jornalista da agência nacional de notícias a quem quis transmitir uma frase do (outro) primeiro ministro e que levantou rigorosíssimas dúvidas deontológicas: “Não é rigoroso e exacto e contraria regras básicas do jornalismo citar alegadas declarações de uma pessoa com base em afirmações que outra lhe atribuiu”, considera o Conselho de Redacção (CR) da Lusa, que apresentou queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e ao Conselho Deontológico dos Jornalistas.


E eu fico com uma dúvida colossal sobre as regras básicas do jornalismo.







Autoria e outros dados (tags, etc)

Anti-Junk Fashion Girls

por Alda Telles, em 11.07.11


 


É normal o "marketing de causas" (neste caso, chamar-lhe-ia marketing de conjuntura) colar-se a movimentos sociais colectivos. Foi uma boa ideia esta da marca nacional de moda Lanidor, cavalgando a onda nacional de "indignação" em relação ao corte da Moody's.


Apenas gostaria de ter visto um argumentário da marca um pouco mais elaborado. "Quem não  sente não é filho de boa gente", diz o presidente do grupo Lanidor. Pois sem dúvida, é um aforismo muito caro aos portugueses, mas esperava que o presidente me explicasse porque é que a Lanidor é diferente e porque é que esta causa lhe é particularmente cara, e porque acredita que as suas clientes são diferentes e irão aderir. Enfim, complicações de mentes distorcidas das public relations.


Mas, ok, em tempo de guerra não se afinam mensagens (será?).

Autoria e outros dados (tags, etc)

A fórmula Rubalcaba

por Alda Telles, em 08.07.11


 


A seguir com atenção a campanha do ex-vice-presidente do governo espanhol no twitter. Como o fenómeno cresceu está bem explicado aqui.


A equipa de Rubalcaba começou a trabalhar nas redes sociais no próprio dia da sua demissão. Umas horas depois de ter sido criada, a conta @conrubalcaba já tinha quase 3 mil seguidores.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Google+ Gang Sign

por Alda Telles, em 08.07.11

Depois de alguma resistência, aderi ao Google +, já que temos de estar a par das novidades das redes sociais e compreender as suas potencialidades, para poder aconselhar os nossos clientes e as suas marcas.


Ainda estou em fase de aprendizagem e, confesso, com alguma dificuldade em me render aos seus apregoados encantos.


Não vou por isso, pelo menos para já, usar o sinal secreto dos membros desta nova irmandade. Mas que está bem conseguido, está.


 


Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D