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Weakyleaks ou a a coscuvilhice planetarizada

por Alda Telles, em 28.11.10


 


A montanha pariu um rato. E o fim da credibilidade e influência dos Wikileaks. As revelações dos novos leaks, divulgadas em primeira mão por 5 ou 6 jornais (entre eles, o Der Spiegel, Le Monde, The Guardian) não são muito mais que coscuvilhice a nível planetário. Para além dos embaraços diplomáticos - e um fim-de-semana imagino que alucinante para o gabinete de crise de Washington - os documentos vieram só confirmar que a alta política e a alta diplomacia têm análises tão finas como as de uma "noite da má língua".


 


Apressados a justificarem o elevado "interesse público" das fugas, os "meios de referência" que li até agora, para além de revelações estrondosas que ninguém desconfiava (os Estados Unidos querem saber tudo sobre os líderes mundiais, têm medo da China, desconfiam da Turquia, os russos usam a máfia, etc.) são as opiniões maldosas e viperinas dos diplomatas em relação aos chefes de Estado que fazem as manchetes.


Spiegel e El País destacam as "Wild Parties" do Berlusconi, a vulnerabilidade provinciana da Merkel "Teflon", ou o pouco apreço dos americanos pelo Cameron. As "nossas" fugas judiciais são bem mais picantes.


 


As "fugas" têm o condão de transformar os jornais em tablóides. A esta hora, os líderes do planeta devem estar todos a rir à gargalhada.

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