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Geração à rasca para escolher

por Alda Telles, em 13.03.11

"Saber escolher para vencer" é título é o do um artigo publicado ontem no suplemento "Emprego" do Expresso. Na decisão sobre a área de estudo a apostar, surge a eterna questão da desadequação das formações superiores ao mercado de trabalho.


 


Um estudo do economista Eugénio Rosa revela que mais de 50 por cento dos licenciados inscritos nos Centros de Emprego vêm destas áreas:


- formação de professores


- artes e humanidades


- informação e jornalismo


- ciências sociais e comportamentais


- direito


- serviços sociais


 


Cursos saturados e estagnados mas que representaram 39 por cento dos diplomados saídos das universidades portuguesas no ano passado.


Uma parte da "Geração à rasca" não sabe, simplesmente, escolher.

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5 comentários

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Virginia Coutinho a 13.03.2011

Acredito que seja difícil abdicar "dos sonhos de criança" para se olhar para o futuro de forma adulta e fria, e escolher-se o que nos poderá dar alguma estabilidade profissional.
Devemos realçar que na maioria das vezes estas decisões são tomadas quando os jovens têm 18 anos e não conhecem nada fora do seu meio académico (não têm nenhuma experiência de trabalho, não fizeram Gap year para "se descobrirem", como acontece em tantos outros países, etc).
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Afonso a 13.03.2011

Geracao a rasca? A rasca estamos todos, nao é so uma questao de geracoes. Em relacao a esta geracao o que esperam? Todos querem ser doutores e engenheiros? Acabaram com as escolas tecnicas, andam todos num ensino onde nada aprendem apenas passeiam livros e depois vao para as universidades tirar cursos que ja estao esgotados ao nivel do emprego. Ja vejo neste paiz jovens dos paizes do leste com cursos superiores a trabalharem nas obras, agricultura e noutros serviços menos qualificados e nao reclamam. Os portugueses sao gente fina e parece mal. A cultura cabe em todo lado, nao tenham vergonha de começar por baixo porque havemos de chegar a um tempo que todos terao cultura e o trabalho tera que ser feito!
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Anónimo a 13.03.2011

Pois é, não tiveram quem lhes abrisse os olhos... Se tivessem, tinham-se inscrito numa juventude partidária e a esta hora tinham tacho... Além de serem rascas, são burros...
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ruadabarca a 13.03.2011

De la Palice!!!!!!
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Amadeu a 13.03.2011

Não esqueçamos que parte do problema para a absorção de licenciados em áreas mais específicas (cursos que não existiam há 20 ou 30 anos) está na estagnação do tecido empresarial. Enquanto o ensino evoluiu de forma a contemplar e disponibilizar formações mais específicas em determinadas áreas, atendendo até à previsível forte concorrência internacional, as empresas portuguesas na sua generalidade pararam há 20 anos. Neste momento a diferença de habilitações e de literacia entre as entidades patronais e o mercado de trabalho disponível, é abissal.
De certa forma, o sistema de ensino criou pérolas para dar a porcos.

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