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Marketing de guerra

por Alda Telles, em 02.05.11


         


O país do capitalismo e do empreendedorismo não perdeu tempo e as acções de marketing explodiram mais depressa que uma bomba em Tripoli.


Poucas horas após o anúncio da morte de Bin Laden, já a zona de romagem de Ground Zero se enchia de bandeirinhas americanas e memorabilia. Sites de t-shirts e canecas como o famoso Cafepress californiano já têm uma actualizada oferta de "recuerdos". No site de leilões eBay vendem-se cópias dos jornais matutinos de Nova Iorque a preços que chegam aos 40 dólares.


Uma loja na Carolina do Norte celebrava a morte de Bin Laden com um desconto de 15 por cento aos clientes que entrassem com o código "Infidel" na sua loja online.


Business as usual.


 


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3 comentários

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Guardiola a 03.05.2011

Huumm...nãaaaa. continuo a preferir o Che. :))
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JuaryReis a 03.05.2011

O MUNDO CONTINUA A SER UM LUGAR PERIGOSO

Quando soube da morte de Bin Laden através do facebook, na madrugada de Segunda por uma "friend" da indonésia, a minha reacção foi de (quase) total indiferença. Quase porque já nem me lembrava que esse senhor existia e porque pensei que o post seria uma "private joke".

No dia seguinte, à hora do almoço era evidente que o dito cujo tinha ido desta para melhor (neste caso, para o mundo cheio de virgens que muitos terroristas acreditam existir no além). Mais do que ficar espantado com a forma como foi delineada e executada a operação, fiquei incrédulo com os festejos dos norte-americanos. Parecia que o seu clube tinha vencido a Champions League lá da zona ou a chegada de 2012 já era uma realidade para aqueles lados. Porém, acabo por entender que assim tenha sido. O terrorista mais procurado dos últimos dez anos foi apanhado e para um país onde a cultura do "western" não foi assim há tanto tempo, é mais do que compreensível.

Haja realmente teorias da conspiração ou não (com segundas intenções por onde passam), a verdade é que em muitas coisas os E.U.A. têm sido um guardião de segurança no planeta. O problema é que, por vezes, são eles próprios que ajudam à festa, pois tanto Bin Laden ou Saddam Hussein foram produtos da guerilha mercenária "made in America". É o habitual feitiço contra o feiticeiro...

Como é hábito no mundo mercantilista em que vivemos, onde tudo pode ser oportunidade de negócio, logo nas primeiras horas houve quem imprimisse t-shirts ou elaborasse o logotipo para canecas a marcar o fim de Bin Laden. O que é que isso me faz lembrar? Uma personagem de uma telenovela, ou seja, Zé das Medalhas em "Roque Santeiro". Contudo, mesmo com o desaparecimento do líder da Al Quaeda, os irmãos Coen continuam a ter razão. O mundo continua a ser um lugar perigoso.

juaryreis@gmail.com

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