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O papel já nem tanto. E os ministros de papel ficam a forrar a galeria dos flops jornalísticos. Escarrapachados neste post da escrita política da tsf, ficam para a posteridade (para já) os ministros que nunca passaram do papel.


Vários jornais passaram nos últimos dias os sãobentoleaks do novo governo. A maioria, como se vê, sem correspondência no casting final.


Demarcando-me das críticas moralizantes da falta de credibilidade destas "notícias" - estes belémleaks tiveram tanto efeito na felicidade da humanidade como os wikileaks do assange - registo apenas a perversidade que vive a media política.


Acredito que os nomes sucessivamente avançados por meios que queremos e aceitamos como credíveis resultam de informação prestada por "fontes seguras", bem conhecidas dos jornalistas e por eles consideradas.


O que aconteceu foi que essas fontes seguras e próximas do novo poder foram sucessivamente desautorizadas, desmentidas e contrariadas pela realidade.


As razões foram certamente - variadas. Desde o "lançamento" de nomes por interessados a desinteressados, a "recusas" de alguns dos convidados.


Contrariamente à voz corrente, não tenho qualquer interesse ou expectativa no mea culpa dos media que avançaram e retiraram nomes (alguns com o brilhante eufenismo de "actualização").


O que eu gostava era que os responsáveis dos media, sem necessidade de identificarem fontes, nos explicassem por que processos foram conduzidos para brindarem os seus leitores com sucessivos enganos. Seria um interessante exercício de compreensão da formação da análise e das notícias políticas.


 


 

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2 comentários

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O prof. Agostinho da Silva é que tinha razão:

«Mas o que vê e ouve ou lê nada mais lhe traz senão matéria-prima de pensamento, já livre de muita impureza de minério bruto, porquanto antes do seu outros pensamentos o pensaram; mas, por o pensarem, alguma outra impureza lhe terão juntado. Nunca se precipite, pois, a aderir; não se deixe levar por nenhum sentimento, excepto o do amor de entender, de ver o mais possível claro dentro e fora de si; critique tudo o que receba e não deixe que nada se deposite no seu espírito senão pela peneira da crítica, pelo critério da coerência, pela concordância dos factos; acredite fundamentalmente na dúvida construtiva e daí parta para certezas que nunca deixe de ver como provisórias, excepto uma, a de que é capaz de compreender tudo o que for compreensível; ao resto porá de lado até que o seja, até que possa pôr nos pratos da sua balancinha de razão. A tudo pese. Pense.»

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